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domingo, 17 de novembro de 2013

Prática de Astanga

Há dias que tenho praticado partes da série do Astanga, não a série toda...
Às vezes a vida se torna corrida... e acabamos colocando de lado as coisas mais importantes.
Mas, mais importante do que lamentar é não desistir.

Houve uma época em minha vida que se tudo não corresse como eu tinha planejado eu ficava mal: mau humorada e raivosa.
Eu fui uma "rata de academia" e fui uma viciada em endorfina, hehehe (e imagine como eu ficava se um dia não fizesse atividade física...)
O yoga me trouxe calma e tranquilidade com relação a isso: se por um lado é importante praticar diariamente, acordar cedo, etc... por outro lado não fico maluca se não conseguir praticar!
Isso é evoluir! Acho importante na vida isso: a evolução! Olhar para trás e ver que se tornou uma pessoa melhor do que era. Acho que é por isso que nunca tenho saudades da minha infância, adolescência, juventude ( ok, ainda sou jovem!). Sempre estou satisfeita neste momento de agora, apesar de os outros momentos passados terem sido bons!
Hoje fiz minha série de Astanga e fiquei bem feliz!!
Bom domingo!
Namstê!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Aerial Yoga e natureza!!


Prática ao ar livre é uma delícia! pena que as fotos não têm som... senão poderia ouvir a bagunça dos passarinhos nesta linda manhã de primavera!!

E aí ? Vamos voar?



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Garudasana

Garudasana - postura da águia:
Na mitologia hindu, Garuda é um pássaro solar brilhante como o fogo, e é a montaria do deus Vishnu.


Gosto muito desta história da mitologia hindu, chamada

A Compaixão de Garuda 

(Escolhi transcrever o texto, porque estou com um "dilema de Garuda")

   Uma bela tarde, o deus Vishnu resolveu ir visitar Shiva, seu colega de trindade Divina (o terceiro membro, como sabemos, é Brahma).O deus montou em Garuda, sua águia solar, magnífica e brilhante como o fogo, e voou em direção á maravilhosa morada do deus, que ficava na região de Kailas. Deixou sua montaria em frente ao grande arco natural , que ficava bem na entrada da residência, um lugar discreto e oculto a qualquer olhar humano indiscreto.
  Enquanto Vishnu foi ter com Shiva, Garuda, o inimigo das serpentes, ficou pousado, sozinho ali, observando a tudo com seus olhos curiosos de ave inquiridora. Garuda era metade humano e metade ave.
   - Que lugar arrebatador! - disse a ave, estendendo as asas num gesto que abrangia os picos alvos de neve, onde os esplendores dos raios do sol poente espalhavam suas sete cores.
De repente, seus olhos atentos se depararam com um pequenino pássaro que pousou logo acima de si, no arco de pedra.
    - A criação é mesmo majestosa! -exclamou Garuda. - Assim como soube fazer aquele gigantesco Himalaia, também soube criar este minúsculo e belo  pássaro! Ambos perfeitos em sua grandeza e plenitude.
     Nesse momento, ele viu Yama, o deus que preside o Destino e a Morte, que vinha chegando. Após cruzar o arco Darshan, o deus viu o pássaro pousado no alto. Os olhos penetrantes do deus da morte se detiveram sombrios sobre a ave, observando-a atenta e fixamente por alguns segundos. Suas sombrancelhas se ergueram intrigadas e o deus desviou o olhar, desaparecendo por trás do arco.
     -Quando o deus da Morte olha para uma criatura com esse olhar de adeus - disse a si mesmo Garuda - isso  só pode significar uma coisa: que o tempo de vida da infeliz criatura findou! É certo que Yama pretende levar a alma desta pequenina ave quando voltar! Pobrezinha, estava tão feliz! Bem que eu poderia levá-la para longe, e quando Yama voltasse, não mais a encontraria. Eu iria lhe pregar uma peça e tanto!
Garuda já ía fazer isso quando parou para pensar melhor.
    - Não, é melhor não fazer isso, pois as leis do destino estão trabalhando. Não é da minha conta interferir nelas! - Decidiu por fim.
      Mas esta decisão deixou-o inquieto, e ele tratou logo de mudar de idéia.
    -Talvez esteja agindo assim por simples covardia. Se meu desejo é salvar o pássaro, é porque devo fazê-lo! Como posso ficar aqui passivo, enquanto o pobrezinho corre risco de vida, ali pousado inocentemente sobre o arco sem saber que o deus da Morte virá buscá-lo em breve?
     Mas, ao mesmo tempo, uma outra voz interior dizia-lhe que este era um impulso motivado pela soberba. E quem era ele para pensar que podia ludibriar a Morte?
     Metaforicamente falando, a águia divina convertera-se num galo de campanário, a girar loucamente, de lá para cá, ao sabor de suas indecisões.
     Mas o dilema persistia: salvar ou não salvar o pássaro da morte certa?
     - O melhor a fazer é ouvir o que diz o meu coração - decidiu-se, Garuda , por fim.
Então Garuda prestou atenção ao seu coração, e ouviu a sua voz sutil, falando de suas profundezas:
      - Ofereça ao Senhor suas emoções e ações, e então, quando sentir que é a hora de agir, aja sem vacilar.
     Assim fez Garuda, e, de repente, o pássaro deu um pio e olhou para ele.
    - É o sinal! - Exclamou Garuda e, sem pestanejar, apanhou o pássaro e, com a velocidade de um relâmpago, desceu ate Dandakaranya, colocando o animalzinho sobre uma rocha , ao lado de um regato. Ato contínuo, retornou a Kailas com a velocidade do vento. Pousou sob o arco e, sentindo-se muito bem consigo mesmo, se pôs a aguardar pelo retorno do seu Senhor.
Mas quem viu retornar , antes mesmo de Vishnu, foi Yama. O deus soturno passou novamente pelo arco antes de ir embora. Ao vê-lo, Garuda sorriu e o deus respondeu ao cumprimento, amavelmente.
    -Posso lhe fazer uma pergunta? - Perguntou a ave, gentilmente, ao deus do Destino.
    -Fazer pode, mas não sei se poderei respondê-la - disse Yama.
   -Quando estava em Kailas, vi que parou para observar atentamente um pássaro que estava pousado no arco. Poderia saber qual era sua intenção ao fazer isso?
   -Ah! Já tinha até esquecido disso! - respondeu o deus da Morte e do Destino olhando para o alto onde horas antes estava a avezinha. - Na verdade, olhei para o pássaro, intrigado, porque vi que ia morrer em poucos minutos devorado por uma gigantesca serpente, na distante Dandakaranya, perto de um riacho. Fiquei imaginando como este minúsculo pássaro poderia cobrir esta distância gigantesca em tão curto espaço de tempo. Depois, esqueci tudo. Certamente, deve ter acontecido de algum modo, pois era hora dessa pequenina criatura nascer de novo.
   Yama sorriu e foi embora, enquanto Garuda permaneceu de bico calado, coçando as penas do queixo com sua mão humana.
   - Mas que humor macabro tem esse deus do Destino! Espero que não saiba que fui eu que levei o pássaro para lá, na esperança de salvar o bichinho - disse a si mesmo a ave, sem saber se deveria rir ou chorar. -Oh Senhor! Seus caminhos são um mistério e sua vontade é a lei suprema! sem saber, fiz conforme a sua vontade. Que seja assim para sempre!
(Livro: As melhores histórias da mitologia Hindu - A.S. Franchini / Carmen Seganfredo)

Meu dilema:
Há tempos estou cuidando de um folhotinho de coruja que perdeu seu ninho. Ela está crescendo, está sendo supervisionada, mas até hoje estava sendo cuidada pelos pais.Hoje ela resolveu voar e só fica no chão onde meus cachorros podem pega-la. agora estou eu aqui, cuidando da coruja:



Vou fazer o que meu coração diz... cuidar...sem expectativas, aceitando o que vier! Namastê!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Fotos do Final de semana









Final de semana de yoga


Um final de semana de Yoga não significa necessariamente 2 dias de prática intensa ou de imersão nos livros, embora isso seja ótimo!!
Uma praia deserta em pleno sábado, todinha para mim!!!

Gratidão!!!!!!!



Praticar com tranquilidade, sem pressa e sem horário...

...aproveitar cada momento e estar totalmente presente.




"Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo.
Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.
Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos.
 É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.
Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. 
O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo."
                                                (Brahma Kumaris)

O que mais poso fazer além de agradecer?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

 Não consegui colocar o vídeo aqui...
 então coloco o link do programa Vída e Saúde da RBS TV RS de sábado dia 02/11/13 sobre Aerial Yoga gravado no espaço onde dou aula:
Assiste aí!

http://globotv.globo.com/rbs-rs/vida-e-saude/v/yoga-aereo-alia-movimento-e-postura-para-aliviar-o-estresse-do-cotidiano/2924083/


Para maiores informações ou para marcar uma aula experimental:
www.bijam.com.br

domingo, 3 de novembro de 2013

OM MANI PADME HUM

Por Alessandra Machemer
Tenho essa plaquinha no meu lavabo:
Coloquei ali para que perguntassem mesmo seu significado...é tão fácil decorar e repetir,
 mas o que quer dizer?



Esse é o mantra  mais recitado pelos budistas tibetanos.
O sistema budista utiliza a inteligência humana de modo que ela transforme suas emoções. Buda diz: Tu és teu próprio mestre. Teu futuro depende de ti mesmo. Diz também que estudo e conhecimento são muito importantes e é muito útil saber o que se está dizendo.
Segundo o Dalai Lama, a simples repetição de um mantra, ou de uma oração é benéfica, mas saber o real significado do que está dizendo é importante.

De acordo com o Dalai Lama, o propósito desse mantra é transformar o corpo do nível impuro de suas palavras e mente em um nível puro (de corpo, palavras e mente)

Simplificando:

OM - representa tanto a parte impura como a parte pura (AUM - corpo, palavra e mente)
MANI - significa jóia e representa o altruísmo infinito
PADME - sabedoria
HUM - a combinação de sabedoria e altruísmo que juntos tornam corpo, palavras e mente puros.

Com a sabedoria e altruísmos combinados transformamos o impuro em puro.

Veja a explicação do próprio Dalai Lama: